O Poder das Palavras
Que possamos entender com consciência que “voz” queremos manifestar. E se não for uma voz de amor, entusiasmo ou incentivo, que seja no mínimo uma voz de constante respeito e tolerância
Por todo lado se fala de comunicação. Mas será que alguém pensa efetivamente neste processo de troca de informação entre pessoas? No nosso dia-a-dia, ponderamos o que dizemos, a quem dizemos e como o fazemos?
A voz é considerada a arma mais poderosa do mundo. Tem a capacidade de influenciar ou inspirar pessoas, de conectar e aproximar, pode expressar amor, mas pode também iniciar uma guerra. Quantas “guerras pessoais”, entre família, amigos e colegas, poderíamos evitar se nos manifestássemos da forma correta? E quantos de nós serão capazes de ouvir em busca de entendimento ou o fazem unicamente para reagir e responder?
Cá em casa estamos atualmente a viver a adolescência do nosso filho. E neste sentido a comunicação virou tema constante de preocupação, porque durante esta fase os nossos filhos ganham voz, assumem opiniões, argumentam e ganham autonomia. Por aqui raramente é problema. E ainda bem, porque aquelas duas ou três vezes no ano que correm menos bem, deixam-me de rastos…
Tentamos explicar o que acontece quando se reage impulsivamente, sobre o arrependimento que surge de uma palavra menos bonita, falamos sobre o respeito, o tom, a postura, que são tão necessários para que haja uma comunicação efetiva. Às vezes não é sobre o que é dito, mas a forma como é dito. Vamos errando e vamos aprendendo e corrigindo, criando um espaço seguro e amoroso para que todos se possam expressar com verdade, sem julgamento.
Num mundo em que a violência está tão presente, em que bullying é tema recorrente, em que se assiste a insultos em todo lado, em todas as faixas etárias, que possamos entender com consciência que “voz” queremos manifestar. E se não for uma voz de amor, entusiasmo ou incentivo, que seja no mínimo uma voz de constante respeito e tolerância.